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Palmeiras no divã: um segundo semestre para reflexão

  • Foto do escritor: TV 1914
    TV 1914
  • 17 de out. de 2021
  • 5 min de leitura


Hoje o Palmeiras enfrenta o Internacional de Porto Alegre, ocupando o quinto lugar no Brasileirão e a depender dos resultados pode cair para o sétimo lugar, mas com jogos a menos e tal, ou seja, o que está ruim pode ficar pior.


A última vitória pelo campeonato brasileiro foi em 28 de agosto, no péssimo jogo contra o Athletico Paranaense, onde contou com a sorte e uma vontade abaixo do normal da boleirada, mas que naquele momento havia passado pelo período mais complicado da atual temporada com as disputas de mata a mata da libertadores.


O mês de agosto pode ajudar a explicar o mal momento do time quando acumulamos entre as decisões da libertadores, derrotas para o Fortaleza e Atlético Mineiro, aliás, este jogo valia a liderança isolada do campeonato Brasileiro e sucumbimos miseravelmente com uma derrota no Mineirão, deixando claro a superioridade Atleticana, tanto tática e tecnicamente e mostrou para a torcida os erros da diretoria no planejamento do time e principalmente em não trazer o atacante Hulk para o elenco.


As derrotas para o modesto Cuiabá e Flamengo em casa, sinalizaram o quanto o time havia perdido a concentração e evidenciou o choque de realidade de qual “patamar” o time se encontra de fato. Previsível e facilmente marcado em campo foi pouco a pouco demonstrando falhas defensivas e inoperância do ataque em partidas consideradas fáceis.


Em meio a tudo isso, o time jogava a libertadores com outro apetite, apesar de jogos pífios contra São Paulo( exceção feita ao segundo jogo onde venceu por 3 a 0 ) e Atlético Mineiro, onde montou uma retranca inexplicável, assumido a inferioridade técnica e tática e que não é visível quando olhamos o elenco como um todo, para justificar o comportamento medroso nas duas partidas. Afinal, poderíamos ter jogado um pouco mais!


Enfim, se classificou para a grande final do torneio Sulamericano, contra o rival Flamengo. Alias esse jogo será a demonstração de duas formas opostas de jogar futebol, a não ser que algo de extraordinário ocorra nos dias que antecedem a grande final e mude esse cenário plenamente favorável ao time carioca neste momento.


Após a sequência de jogos decisivos, o time de Parque Antarctica continua nos brindando com partidas pavorosas, como as derrotas sofridas para Corinthians, América Mineiro e Redbull Bragantino, essa última com uma exibição que merece uma reflexão.


Durante o jogo o time saiu para marcação alta para roubar a bola, mas sem compactação entre as linhas, deixando espaços generosos, para o excelente time de Bragança que tem meias de qualidade como Artur ex Palmeiras, que não foi aproveitado e saiu de uma forma no mínimo estranha, pois sabidamente trata-se de um jogador raro na posição. Esse jogo deixou a impressão de falta de treino, pois era uma virtude do time no começo do campeonato.


Essa derrota empurrou o time para o quinto lugar na competição, ameaçando inclusive a classificação à fase de grupos da próxima edição da Libertadores, gerando a revolta de parte da torcida que teve neste jogo o retorno ao Estádio Allianz Parque.

E na última partida, no meio de semana, empatou com o Bahia em Salvador, sofrendo mais um uma vez pressão gigante nos minutos finais e tendo na figura do goleiro Jailson o melhor em campo com defesas que salvaram o time de mais uma derrota.

Neste cenário ficam algumas perguntas que devemos fazer, principalmente a comissão técnica e diretoria que deveriam vir público e respondê-las como um gesto de respeito a massa de torcedores da Sociedade Esportiva Palmeiras:

Um time que tem jogado de forma defensiva contra grandes e ditos pequenos sem produzir absolutamente nada de forma ofensiva, a exemplo do jogo contra o América Mineiro, como pode tomar em média 2 gols por partida ?


Por que o melhor jogador em assistências e chutes a gol e participação em jogadas não tem jogado de forma regular : Gustavo Scarpa. Onde fica a dita transparência ao escalar o time “ Joga quem está melhor” ?


Manutenção e escalação de jogadores que visivelmente não querem permanecer no clube - Exemplo Luiz Adriano e outros que fazem um esforço gigante para serem mandados embora, por que ainda permanecem ?


Constantes improvisações sem nenhuma justificativa, exemplo: colocar um zagueiro na lateral tendo no banco de reservas jogadores da posição que poderiam atuar e não são colocados em campo?


Substituições estranhas durante as partidas que deixam o time sem nenhum padrão tática? Chegamos a atuar com quatro laterais sem meias de articulação e atacantes baixos com bola alçada na área ! Como se justifica isso no futebol de time do tamanho do Palmeiras, não seria a antítese do que é futebol ?


Em relação ao planejamento, enquanto os adversários estão em ascensão física e técnica nos campeonatos em que disputam, o nosso demonstra desentrosamento e queda física durante os jogos, como se explica isso ?

O técnico em várias "conferências" têm dito desde a sua chegada que que seu esquema de jogo se adapta ao adversário para escalar o time, ou seja, para justificar a rotatividade do elenco, e quando estava ganhando isso era um virtude ( elenco mais forte e blá, blá, blá), agora nas derrotas diz que o time não está entrosado e é um problema, como assim se é o mesmo elenco do ano passado?


O técnico voltou a criticar o calendário do futebol brasileiro, para justificar o momento pavoroso do time, mas só está em uma competição e teve pelo menos duas semanas e várias janelas sem jogos e coincidentemente o time piorou quando teve tempo de treinar, onde está o planejamento tático, afinal ?


E se não fosse o bastante, o treinador se coloca na posição de perseguido e apelando para condição de Europeu e blá blá blá .e dessa forma tem se esquivando das respostas às perguntas que lhe são feitas sobre a bolinha que o time tem jogado e em nenhum momento sobre a sua origem ou conceito de futebol, Não seria uma forma de escapismo e quando a diretoria vai se posicionar sobre as ameaças de deixar o clube ?

Aliás falta a imprensa brasileira abordar mais questões sobre o jogo e as suas dinâmicas e ficam muitas vezes na superficialidade das partidas.



Essas questões fazem refletir sobre o jogo jogado pela Sociedade Esportiva Palmeiras neste ano, dentro das quatro linhas, muitas coisas estranhas, falta de transparência nas escalações, administração equivocada do elenco na parte física e técnica, time sem padrão tático e entre outras situações que nos lançam na escuridão de dias piores.


Já fora das quatro linhas, uma administração omissa capitaneada pelo presidente Mauricio Gallioti que como o técnico parece desejar outro planeta, onde a conquista de ontem justifica todo e qualquer erro de hoje, e como se diz o ditado vivemos no planeta bola e o jogo é jogado e o lambari é pescado, ou seja não existe espaço para amadorismo.


E fica o convite para o próximo post onde vamos refletir sobre a administração fora de campo do nosso Palestra.



Comente e compartilhe as suas ideias abaixo.




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